{"id":69,"date":"2024-02-10T23:31:51","date_gmt":"2024-02-10T22:31:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.urbandevelopment.cz\/?p=69"},"modified":"2024-02-10T23:31:51","modified_gmt":"2024-02-10T22:31:51","slug":"03-as-propostas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.urbandevelopment.cz\/index.php\/2024\/02\/10\/03-as-propostas\/","title":{"rendered":"03 &#8211; As propostas"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A semana passada (a primeira semana do fevereiro 2024) vai entrar na hist\u00f3ria como a semana quando a \u00faltima frase do nosso ultimo artigo sobre o mercado imobili\u00e1rio se provou ser prof\u00e9tica. Afinal, compr\u00e1mos uma farpa. Ali\u00e1s! \u00c9 a nossa observa\u00e7\u00e3o que a constru\u00e7\u00e3o em Portugal nos s\u00e9culos antes do nosso era uma actividade na generalidade sustent\u00e1vel porque a nossa casa \u00e9 feita apenas de madeira e as vezes de lama. (Ou se disse \u2018barro\u2019?) Para leitores curiosos anexamos uma imagem duma parede que j\u00e1 est\u00e1 nossa. \u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"656\" height=\"874\" src=\"http:\/\/www.urbandevelopment.cz\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-05-at-10.40.46-edited.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-74\" style=\"width:248px;height:auto\" srcset=\"http:\/\/www.urbandevelopment.cz\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-05-at-10.40.46-edited.jpeg 656w, http:\/\/www.urbandevelopment.cz\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-05-at-10.40.46-edited-225x300.jpeg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 656px) 100vw, 656px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, revel\u00e1mos que compr\u00e1mos a casa, mas porque todos os tr\u00eas que l\u00eaem este blog j\u00e1, de qualquer forma, sabem, n\u00e3o \u00e9 um erro grande. Mas como n\u00e3o podemos ultrapassar a hist\u00f3ria e porque Sola e Kokku gostam de ter alguma estrutura, temos que contar tudo em ordem. Por isso, volt\u00e1mos ao mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada um que est\u00e1 a procurar uma casa em Lisboa e tem or\u00e7amento limitado, tem de ter paci\u00eancia e estar humilde. \u00c9 necess\u00e1rio visitar muitos apartamentos, nas v\u00e1rias zonas da cidade, e andar em p\u00e9 com a cabe\u00e7a inclinada para evitar as grandes quantidades das merdas de c\u00e3o que pavimentam as ruas bonitas de Lisboa. Tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio contactar muitas agencias, responder aos an\u00fancios e falar com agentes imobili\u00e1rios, e muitas vezes esperar para reposta que nunca chega, e ligar e escrever e ter paci\u00eancia e n\u00e3o perder muito tempo porque os outros compradores s\u00e3o sempre em volta da esquina e t\u00eam mais dinheiro de que n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>Como j\u00e1 t\u00ednhamos ditto uma vez, durante quase quatro anos t\u00ednhamos visitando dezenas de casas. Gost\u00e1mos, em total, de tr\u00eas. Cada um tinha um espa\u00e7o exterior bonito como os gatos desejaram e um agente imobili\u00e1rio peculiar.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira casa ficava em Junqueira. Tinha tr\u00eas quartos, duas dos praticamente microsc\u00f3picos, uma grande cozinha, um patio interior giro e um terra\u00e7o grande com uma nespereira e um mosaico tradicional. A ciclovia at\u00e9 o meu escrit\u00f3rio ficou perto. O agente se chamou Emanuel (como uma famosa borboleta checa e tamb\u00e9m a parecia &#8211; uma imagem em baixo). Sola e Kokku tinham estado excitados. O pre\u00e7o era quase quase aceit\u00e1vel, mas n\u00e3o era. Fizemos uma proposta inferior\u2026 e nunca tivemos reposta. Apesar disso, cada ano, Emanuel nos deseja um bom Natal. \u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"984\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/www.urbandevelopment.cz\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/eman-984x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-71\" style=\"width:283px;height:auto\" srcset=\"http:\/\/www.urbandevelopment.cz\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/eman-984x1024.jpeg 984w, http:\/\/www.urbandevelopment.cz\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/eman-288x300.jpeg 288w, http:\/\/www.urbandevelopment.cz\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/eman-768x800.jpeg 768w, http:\/\/www.urbandevelopment.cz\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/eman-1475x1536.jpeg 1475w, http:\/\/www.urbandevelopment.cz\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/eman-1967x2048.jpeg 1967w\" sizes=\"auto, (max-width: 984px) 100vw, 984px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Se a primeira nossa proposta s\u00f3 era uma flirtar\u00e3o, a segunda ficava uma s\u00e9ria rela\u00e7\u00e3o. J\u00e1 se t\u00ednhamos visto juntos at\u00e9 o fim dos nossos dias (em Lisboa). O apartamento era em Arroios, perto do mercado, na \u00e1rea dos nossos sonhos, perto de linha verde, na rua tranquila onde, duma janela aberta, trocou o jazz sublime. Com tr\u00eas quartos, um dos interior, e com uma grande jardim de 55 metros quadrados, com um limoeiro e bastante do sol. A agente se chamou Alegria e, quando a nossa proposta foi aceita, disse que fica contente que os gatos v\u00e3o viver l\u00e1. Na v\u00e9spera do dia o banco aprovou o nosso empr\u00e9stimo, Alegria tinha nos mandando uma mensagem curta que a casa j\u00e1 est\u00e1 vendida ao algu\u00e9m outro pelo dinheiro pronto. Alegria tornou se tristeza e eu, chorando, tive que explic\u00e1-lo aos gatos.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>E a terceira casa\u2026 a terceira casa guardamos para a pr\u00f3xima vez.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A semana passada (a primeira semana do fevereiro 2024) vai entrar na hist\u00f3ria como a semana quando a \u00faltima frase do nosso ultimo artigo sobre o mercado imobili\u00e1rio se provou ser prof\u00e9tica. Afinal, compr\u00e1mos uma farpa. 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